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Eterno...
Que é ou vem a ser isso?
Ainda pobres em sabedoria...
Logo pensamos em Tempo
Tempo Eterno, sem começo.
Infinito... Não tem fim!
Deslizando numa esteira...
Alegre é tapete que voa
Carrega todo o Universo
E dentro dele as pessoas
Que tristes param o tempo.
Infelizes param pra sempre!
Na memória volto princípio
Do meu tempo inconsciente
No ventre da noite dura
Dormi meu sono de pedra
Na deserta noite escura
Em pesadelos seculares
Minhas raízes embrenharam
Em garras de muitas feras
Por outro tanto de eras
Aos poucos crio juízo
E aprendo a substituir
Os pesadelos por sonhos
No sonho que vivo aqui
Pegando carona no tempo
Que eternamente voa
Nas asas do pensamento
Marilú Santana
09/07/2005

Eternizando
Maria Nogueira Martinelli
Transpondo a eternidade em tua transparência
Nasce a vida a banhar nossos corpos desnudados
Batizando a alma imortal da natureza
Fonte de vida a jorrar no teu seio
A escorrer nos teus olhos temporizando a essência
Com a força do teu ser revelando
os mistérios da pureza
Gerando em tuas entranhas fecundas
toda a grandeza da alma terrena
Sapeka
08/07/2005

Etéreo
Adriana Cristina Rampin
Eternizando momentos na contemplação do tempo,
etéreo contentamento advindo das asas do vento
onde se descobre em anjo a figura sóbria da esperança,
entoado em cantos e dizeres de seres renascidos em formas humanas.
Sobrevôo campos em línguas de fogo ardente,
fiéis representações de sabedoria sustentada na forma da grande serpente,
que dança sua dança no covil do conhecimento
levando-nos ao despertar lúcido de um novo nascimento.
Segue seu caminho, viajante da noite, num corpo lunar,
deixando-nos seu rastro de estrelas, onde seguindo-o, possamos um dia
encontrar
nas lágrimas que regam o mundo, um fio de luz como chama viva a revelar,
etéreo mundo onde a fonte da vida pulsa em favor dos que sabem amar.
Aisha
07/07/2005

Éter
Eterna harpista do sol florindo primavera de luz,
sabedoria ancestral na veia a pulsar mares de sal,
e do sangue escorre o fel, e escorre o mel, e escorre ao léu,
invertendo o mito, cura o mau, inverte o sal, destrona o mal.
Temperança e tempo, ternura e tormento traduz.
Éter resplandecente em sua morada azul reluz,
silenciosa à contemplar seus filhos matando um irmão d'alma,
e verte a lágrima em vão, inverte o coração em chuva de lágrimas no chão,
vertendo a dor, vocifera a fera, aclamar o clã à clamar a calma.
Templário tempestivo, tempo-será de templos e de cruz.
Égide da grande mãe protegendo a natureza e sua nação,
sinfonia celestial comemorando a volta do filho ao seio da terra,
e volta o homem ao pó, revolvido à lagrimas e mel, de volta o homem do
céu,
transformando a água em vinho, multiplicando o pão, purificação que não se
encerra.
Ternura eterna transpirando utopia, Uno em etnia unificada na recriação.
Sandra Ravanini
Xandra
06/07/2005

Etérea
Etérea criatura telúrica cantando tântras
no tabernáculo erguendo em transe a taça da vida,
translúcida, porém tangível,
traz esperança, luz as criaturas,
tornando tênue a tempestade tenaz.
Terna, transfigura a realidade cruel e mordaz,
traz aos templos da humanidade perdida
lamentosa, mortal e cruel,
o talismã da fé transcendental para estas terras,
com ternura tépida traz a paz.
No templo da ignorância derruba tabus,
tornando transparente a verdade total da vida,
toca o coração do homem temporal,
transformando sua maldade em tépidos amores
transmutando seu espírito em chamas e fulgores.
Sônia Ravanini Pina
BRENDA
05/07/2005

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