Sonho de amor sem alento


Maria Nogueira Martinelli


(Sapeka)


Um sonho, um adeus e essa lágrima que escorre
Esse amor sem talvez, essa dor que me acolhe
Seu olhar que se apaga sem pressa e sem hora
Faz brotar um vazio dos meus dias de agora

 


Um sonho, ilusão do amor que um dia criei
Esse adeus sem resposta, nos seus olhos fitei
Seu amor feito pó que se perde no tempo eu vi
Espalhado no chão da razão que um dia perdi

 


Um sonho, engano doído da emoção desatenta
Que se perde na estrada vazia da morte lenta
De quem por ela se deixa arrastar sem noção
Que nem sempre viver o amor é perder a razão
 

 

10/12/2001

 

 

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