Chuva bendita, maldita



Maria Nogueira Martinelli
(Sapeka)


Chuva que cai e floresce os campos

Chuva que cai e arrasa outros tantos

Chuva que é flor, é magia faz nascer

Chuva que cai e castiga e faz morrer



Chuva bendita, amada, tão esperada

Que faz renascer esperança do nada

Que atormenta quando cai incessante

Levando os sonhos de um povo errante



Chuva aguardada com fé se é ausente

Se faz oração no coração dessa gente

Mas é temida quando castiga um povo

Que fez o seu lar na encosta do morro



Mas se arrasta a fé dessa gente sofrida

Nem quer saber se derruba toda guarida

Do povo abaixo que sofre sem ter saída

Quando alaga lares de uma vida maldita


 

30/05/2004

 

 

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