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Ciúme da "louca"
Maria Nogueira Martinelli (Sapeka)
O ciúme inconfesso que esconde na boca em veneno que exala a fragância suave, é o mesmo que instiga a doença da louca disfarçado no olhar que esconde o ultraje.
E o aroma confesso esvaiu-se do agora no cálice delicado que sorviu a negação, confessando o amargor em sua desforra gotejando o delicado fel da sua ilusão.
Salta aos olhos ali a sua fera indomada em profana invasão da verdade oculta; ciúme que esconde sua presa algemada numa teia invisível encobrindo a culpa.
A palavra que encobre o desejo da fera disfarçada num olhar de "envenena-se", é a mesma que solta isolada na espera da ilusão que cria um seu "obedeça-se".
25/02/2008
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