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O perfume da rosa
Maria Nogueira Martinelli
(Sapeka)
Na pele a exalar o perfume da rosa
transpirando o veneno que escorre
em gotícula suave, seiva que morre
traindo a inocência na teia argilosa
Quantas faces terá a serpente?
Em quantas lágrimas se banha?
Com toda beleza e artimanha
se arma da sutileza envolvente
É doce deixar-se levar pelo aroma
Mal nota-se o veneno a impregnar
tal qual sedativo que vem acalmar
enquanto o mal ainda não veio à tona.
Suave teia qual lágrimas de rosas
banhando a serpente no veneno,
o doce sedativo impregna o sereno
envolvendo a inocência na pele nodosa
10/07/2008

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