Fim do amor
Maria Nogueira Martinelli
(Sapeka)
 
 

Palavras amargas,  ecoando a solidão,

despertando velhos fantasmas há tanto tempo esquecidos,

abriram antigas feridas, escondidas no canto escuro do coração.

 

 

Velhas lembranças... a lágrima ainda é a mesma,

ardendo lentamente, corroendo aos poucos os resquícios da ilusão,

como se assim pudesse lavar qualquer vestígio do amor.

 

 

A tristeza também é a mesma companheira que já seguiu junto,

conhece bem o longo caminho, até virar apenas uma lembrança,

adormecida a espera de um outro fim do amor.

 

 

Os sonhos são esquecidos, são os primeiros a partirem,

deixando apenas a vaga sensação de que um dia existiram,

não deixam promessas de retorno,... apenas abandono.

 

 

É o retrato do amor que se esvai em pinceladas de dor,

em cada palavra dita e repetida em ecos de amarguras,

relembradas em todos os momentos de solidão.

 
Santos, 04 de maio de 2010.
 
 
 
 
 
 
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