Amargura da alma

Maria Nogueira Martinelli (Sapeka)



Não foi só a mim que a sua palavra feriu

Nos versos tristes e desprovidos de amor

A amargura arrancada dos olhos que viu

Toda a feiúra exposta na tirania da dor



Também feriu sua alma que vaga aflita

Que busca cansada o consolo de ouvir

A esperança de sonhos de paz e acredita

No coração dessa fé de um novo porvir



E nessa mágoa que insiste em declamar

A cada verso de lágrima que dita rancor

Faz sofrer quem teima querendo te amar

E sua alma esquecida num canto da dor
 

 

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